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Tom Andrade/Divulgação ![]() Cantor mineiro fala, com exclusividade, sobre sua vida, carreira, planos e estilo Rogério Flausino é um cara realizado. Vocalista da banda mineira Jota Quest, o músico de 39 anos vive um momento especial na carreira, que começou em 1996, quando ainda eram o J. Quest. Passados 16 anos do primeiro álbum, ele só quer que o sucesso nunca termine! Fã de Renato Russo, Stones e Beatles, Flausino é figurinha carimbada nas redes sociais e nem pensa em apostar em uma carreira solo. Queridinho do público gaúcho, para quem fez shows memoráveis, sonha um dia tocar com Bono Vox e tem como meta desbravar a América Latina. Lamenta que a profissão ainda seja marginalizada e curte a relação próxima com os fãs. No quesito moda, o músico confessa que nunca descuidou do visual. Pelo contrário, sempre foi aficcionado por novidades. Acredita que música e moda se completam e admite montar seus looks, muitas vezes, a partir dos calçados. A preferência é pelo All Star cano alto. “Tenho uns 20”, contabiliza. Usar sapato novo para show, nem pensar. “Gosto dos usados, pois já estão mais confortáveis e devidamente sujos e energizados (risos)”, brinca o filho ilustre de Alfenas, interior de Minas Gerais, que detesta soberba e se confessa preguiçoso. Revista Lançamentos - Como é a relação com a música na sua casa? Rogério Flausíno - Venho de uma família muito musical por parte de mãe. Meus avós cantavam e tocavam muito e todos os meus tios também. Eu e meus irmãos Sideral e Landau e meu primo Geovane Mesquita somos hoje profissionais por conta do apoio e incentivo deles. Ouço música quase o tempo todo, em casa, no carro, no camarim... E minha filha também já gosta muito. Lançamentos - O que a geração de roqueiros dos anos 1980 te ensinou? Rogério - Era adolescente nos anos 80. Curti profundamente a chegada e a explosão de toda uma nova geração de bandas e artistas que, pela primeira vez depois do golpe militar, podia falar o que queria e sentia sem medo de ser reprimido. Eles eram muitos e muito diferentes entre si, mas viviam a mesma liberdade. Todos os temas foram discutidos e isso fez de mim e de muitos garotos como eu homens diferentes. Aprendi com eles quase tudo. Lançamentos - Quando você teve a sensação de que o Jota Quest era o seu grupo? Rogério - Me apaixonei por eles antes mesmo de fazer parte da banda. Pude assistir a alguns shows do J.Quest nos bares de Belo Horizonte (Minas Gerais) com um outro cantor e sonhei em fazer parte. Depois o cara saiu, alguns amigos em comum me indicaram e eu peguei a vaga. Foi paixão à primeira vista. Lançamentos - Já pensou em fazer carreira solo? Rogério - Isso não me interessa. Definitivamente, não passa pela minha cabeça deixar a banda. Talvez um dia eu possa até fazer um disco, ou um show, mas o Jota Quest é minha prioridade total. Lançamentos - O fato de ter vindo do interior lhe influenciou? De que forma? Rogério -Ser do interior me fez entender que precisaria trabalhar muito para chegar a algum lugar. Mas também me deu a simplicidade necessária pra encarar as coisas com mais leveza. Lançamentos - Em 1996, quando o J. Quest lançou o primeiro álbum da carreira, você imaginava que a banda fosse chegar tão longe? Rogério Quando se está começando, não se planeja muito as coisas assim tão a longo prazo. Sempre planejamos ser uma banda popular e ter uma carreira sólida, mas chegar até aqui, depois de mais de 15 anos, juntos e cheios de vontade, está sendo muito legal. Acho que agora temos maturidade pra realmente olhar pra tudo isso e dar o devido valor ao que conquistamos. Lançamentos - Ainda hoje, uma banda como o Jota Quest precisa assinar com uma gravadora para chegar ao grande público ou o cenário do pop-rock brasileiro mudou? Rogério É indiscutível que a chegada do download e das redes sociais mudou muito este cenário, diminuindo a distância entre as bandas e os fãs. Porém, ainda existe uma dificuldade de que essas novas bandas cheguem aos grandes veículos de massa de rádio e TV. Essa parte do processo sempre foi realizada pela gravadoras, que hoje investem infinitamente menos em novos artistas e em suas carreiras do que há 10 anos. O que acho é que o pop-rock no Brasil sempre foi muito popular e logo mais as pontas do mercado vão se juntar novamente e viveremos um novo “boom”. Lançamentos - Existe a ambição de chegar muito mais longe? Rogério O que eu gostaria para o futuro era de simplesmente continuar neste processo evolutivo. Compor melhor, gravar melhor, fazer turnês cada vez mais bacanas, experimentar novas parcerias, tocar onde ainda não tocamos, conhecer a América Latina... Lançamentos - Qual é o verso preferido entre todos os que escreveu? Rogério “Vivemos esperando dias melhores/ Dias de paz, dias a mais/Dias que não deixaremos para trás”. Para ler esta matéria na íntegra é necessário ser assinante virtual da Revista Lançamentos ![]() |

