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Fotolia.com ![]() Brasil tem 31,5 milhões de e-consumidores, dos quais 61% tem renda familiar superior a R$ 3 mil O consumidor já não é o mesmo. Além de comodidade, diversificação, opções de pagamento e segurança, ele também quer agilidade. Talvez por isso, as vendas em lojas virtuais não parem de crescer, no mundo e no Brasil. De acordo com dados da e-bit, o faturamento do comércio eletrônico alcançou a marca dos R$ 8,4 bilhões no País no primeiro semestre de 2011. O Brasil conta com 31,5 milhões de e-consumidores e destes, 61% tem renda familiar superior a R$ 3 mil. Mas os números positivos relacionados ao segmento não param por aí. Conforme o consultor em e-commerce e autor de cinco livros sobre o tema, Dailton Felipini (São Paulo/SP), as vendas on-line têm crescido 30% anualmente nos últimos 10 anos. “O consumidor gosta de comprar pela internet”, resume ele, lembrando que as principais vantagens são comodidade e a facilidade para comparar preços. Além disso, o cliente das lojas virtuais também quer que os prazos de entrega sejam cumpridos e que a mercadoria recebida seja exatamente a que foi comprada. Tais aspectos são apontados pelo especialista em e-commerce Marco S. Junior (São Paulo/SP), que indica dois sites como ótimos exemplos quando o assunto é venda de calçados: www.shoestock.com.br ewww.shoesforyou. com.br. Este último, aliás, tem um formato diferente, pois os calçados femininos são vendidos em um modelo de assinatura.Ainovação, claro, combina perfeitamente com o comércio eletrônico e mostra que ainda há um vasto território a ser explorado. DIFERENCIAÇÃO - Uma das dicas de Junior para quem quer diferenciar-se nas vendas on-line é fazer acordos de exclusividade para alguns modelos. “Fale com seus fornecedores sobre a possibilidade de viabilizar comercialmente um ou mais modelos em modo exclusivo”, sugere ele, afirmando que a iniciativa requer um grande trabalho de negociação, mas vale muito a pena. Sobre os riscos que envolvem operações de venda on-line, Junior reconhece que o segmento calçadista pode apresentar riscos mais severos do que outros produtos, principalmente devido à lei do arrependimento, que consiste no direito do consumidor em devolver a mercadoria em até sete dias, sem sequer justificar-se. Para ele, apesar de ser um risco, isso não é motivo suficiente para inviabilizar operações. “Basta embutir essa variável na própria gestão do risco do empreendimento”, ressalta. Outro aspecto que deve ser muito bem planejado por quem vende ou quer vender calçados por meio de loja virtual é a resposta para a troca de mercadoria. Como não há possibilidade de experimentar o produto, é possível que ele não sirva e precise ser trocado. Neste caso, além do tempo de resposta de troca, é necessário considerar custos de logística, tanto de reenvio, quanto de logística reversa. “É uma questão de formatar uma operação. O planejamento é vital”, ensina Junior. Ainda neste contexto, manter os estoques das lojas on-line e off-line interligados é fundamental. Para ler esta matéria na íntegra é necessário ser assinante virtual do Jornal Exclusivo ![]() |

