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Fotolia.com ![]() Cenário macroeconômico e as deficiências estruturais são os principais “vilões” Em 2030, o Brasil terá de garantir emprego para 150 milhões de pessoas, contingente que formará nossa população economicamente ativa naquele ano. Com o processo de desindustrialização em curso no país, essa meta pode estar comprometida. A avaliação é do presidente da Federação e do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp/ Ciesp), Paulo Skaf. Os números sustentam o diagnóstico: a participação da indústria de transformação no PIB caiu para 14,6% em 2011, ante os 27,2% registrados em 1985. Para alertar a sociedade a respeito dessa grave e urgente situação, a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) e o Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp) se uniram a centrais sindicais e entidades do setor produtivo em um “Grito de Alerta em defesa da produção e do emprego”. “Infelizmente, a desindustrialização é uma realidade no nosso país que pode comprometer o futuro de milhões de brasileiros. As entidades da indústria e os trabalhadores estão unidos neste grito de alerta. Chega de medidas inúteis, chega de mais do mesmo. Precisamos recolocar o setor produtivo no caminho do crescimento”, afirma Skaf. Conforme a Fiesp, o cenário macroeconômico e as deficiências estruturais são os principais “vilões”. Ainda segundo o levantamento, a indústria brasileira gasta R$ 17,1 bilhões por ano para compensar as deficiências na infraestrutura de logística e transportes no país. “Hoje é muito caro produzir no Brasil. O real está sobrevalorizado, a energia é cara, a logística é deficiente, a infraestrutura é precária e os juros, apesar das reduções, continuam entre os maiores do mundo. Com tudo isso, o nosso país perde competitividade e os trabalhadores perdem empregos”, completa Skaf. |

