Comércio
Bebês têm espaço nas vitrines
Publicada em 1/2/2012 - Lia Nara Bau/Jornal Exclusivo
Nelson Batista Zimmer/Vitrines da Europa

Os “consumidores” de colo e seus pais merecem atenção especial
A vitrine é o cartão de visitas de qualquer loja. Ela deve atrair o público-alvo e ser um convite para o consumidor entrar no ponto de venda. Em se tratando de bebês, no entanto, ela deve chamar a atenção, essencialmente, dos adultos, que são os compradores de fato desses produtos.
Segundo o diretor de projetos da VIU, empresa especializada em visual merchandising (São Paulo/SP), Ará Candio, para vitrines de bebês, além de pontos gerais relacionados a exposições externas, tais como sazonalidade, pontos focais, iluminação, harmonia, entre outros, deve-se sempre levar em consideração os ‘olhos dos pais’, principalmente das mães, afinal, “bebês não vão às compras sozinhos”. “Eu diria que o melhor tipo de cenografia para vitrine de bebês é a que mexe com os sentimentos e reminiscências. Estes nunca falham quando o assunto é vender!”, fala, lembrando que não basta apenas a vitrine ser encantadora, se o restante da loja não o é. “Hoje em dia, é necessário mais do que apenas a vitrine, é necessário uma experiência de compra dentro da loja que seja condizente ao que a loja propõe em sua vitrine”, alerta.
Uma vitrine de bebês deve chamar a atenção, essencialmente, dos adultos: pais, tios, padrinhos, avós, entre outros. Candio afirma que uma exposição deve ser sempre pensada a que tipo de público ela quer atingir. Uma vitrine de bebês não precisa apenas alcançar pais, mas pode também servir de inspiração para quem ainda está apenas pensando em ter filhos, por exemplo. “A vitrine, além de incentivadora de vendas, deve sempre passar um clima de felicidade e bem-estar. Muitas vezes, uma determinada pessoa pode vir a comprar em uma loja de bebês só por ter achado a vitrine fofinha. Em geral, a vitrine precisa sempre passar uma sabedoria de que entende que estamos lidando com seres humanos”, salienta.
Entre as referências que não podem faltar, Candio cita elementos lúdicos, cheiros próprios, cores que sejam cabíveis ao mundo dos bebês, manequins condizentes e de preferência em ótimos acabamentos e elementos gerais como iluminação adequada. “Nunca esquecer de fazer cenografias para datas especiais como Dia das Crianças, Natal, Halloween, Páscoa, entre outras”, lembra. As cenografias podem durar de acordo com sazonalidades e datas especiais deste setor, apenas cabe lembrar que a cenografia deve ser instalada com antecedência. A troca para produtos de vestuário pode ser feita a cada 15 dias.
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