![]() Ildefonso da Silva: lojas de calçados de acessórios são maioria nos centros comerciais As mudanças econômicas e sociais pelas quais o Brasil vem passando nos últimos anos têm se refletido diretamente no setor de shoppings centers, com mudanças no perfil destes empreendimentos, que já não priorizam as capitais e grandes centros urbanos e cuja distribuição regional também tem sido alterada. Nesta entrevista ao Jornal Exclusivo, o diretor de relações institucionais da Associação Brasileira de Lojistas de Shopping (Alshop), Luís Augusto Ildefonso da Silva, detalha este processo de "interiorização" dos grandes centros comerciais e garante que o setor tem ainda um grande espaço para crescer no Brasil. Segundo pesquisa realizada pelo Ibope Inteligência (São Paulo/SP), os shopping centers em operação no País devem faturar, em 2011, cerca de R$ 109,1 bilhões, ante R$ 89,5 bilhões em 2010. O montante representa 15,4% de todo o faturamento previsto para o varejo brasileiro até dezembro. No ano passado, essa fatia era de 14%. O executivo revela que a entrada de milhões de brasileiros na classe média permite ao setor vislumbrar um futuro promissor. “Teremos de 20 a 25 shoppings centers por ano, nos próximos cinco anos, entrando em operação”, detalha. Jornal Exclusivo - Como tem se comportado, em termos de localização, os investimentos em shoppings no Brasil? Luís Augusto Ildefonso da Silva - Há 15 anos tínhamos de 70 a 75% dos shopping centers localizados nos grandes centros enquanto que no interior era de 30 a 35%. Hoje a realidade é outra e a proporção de 50% para um e 50% para outro. A abertura de empreendimentos no interior ou cidades menores e a diminuição de obras nos grandes centros se deu por diversos motivos e o principal deles é a capacidade de extensão, de exploração que o mercado brasileiro tem nessas novas cidades nas quais a economia é pujante. A situação econômica brasileira muita boa permite que os moradores continuem em suas cidades muito mais do que antes, gerando riquezas e os prefeitos desejando que as receitas não saiam da sua cidade. Nos grandes centros o grande problema é a super valorização dos terrenos. Jornal Exclusivo - E isso beneficia o consumidor, certo? Luís Augusto Ildefonso da Silva - Do lado do consumidor, ele tem a comodidade de se deslocar menos, tem menos preocupações com compras tendo na sua localidade, à sua disposição, várias grifes. Hoje isto acontece no Brasil porque o sistema de franquias é extremamente evoluído e profissional permitindo que marcas que sejam desejo do consumidor já estejam nos menores, não precisando se deslocar para os grandes centros. Jornal Exclusivo - Qual é o número de lojas de calçados e acessórios nos shoppings do Brasil? Luís Augusto Ildefonso da Silva - A entidade não possui o número de lojas por segmento porque a maioria dos shopping centers não informa. Existem 100 mil lojas em centros de compras deste porte. Uma referência é de que entre 2,5 e 3% sejam do segmento calçadista. Vale observar que lojas de calçados, bolsas e acessórios são as que mais existem em shopping centers. Jornal Exclusivo - A expansão ocorre por todo o País ou ainda é concentrada? Luís Augusto Ildefonso da Silva - Embora as regiões Sul e Sudeste tenha a maior quantidade de shopping, a expansão vem ocorrendo uniformemente em todas as regiões. Jornal Exclusivo - E qual é a perspectiva para o futuro? Luís Augusto Ildefonso da Silva - A expectativa é a melhor possível. Com dados de dezembro de 2010 tínhamos 766 shopping centers em operação e mais 124 em obras. A entidade espera - caso não ocorra nada com a economia interna - que teremos de 20 a 25 shopping centers por ano, nos próximos cinco anos, entrando em operação. Para ler esta matéria na íntegra é necessário ser assinante virtual do Jornal Exclusivo ![]() |

