Comércio
Lei da compensação obrigatória
Publicada em 23/8/2010 - Daniel Müller/Revista Lançamentos
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Ser sincero e atencioso com o cliente faz com que ele tenha vontade de retribuir o gesto.
Valdemar é um representante comercial de calçados e mora no nordeste do país. No último verão, por estar com o orçamento apertado, decidiu levar sua família de férias para acampar numa praia próxima de onde mora. Montaram a barraca, jogaram toda a bagagem para dentro e correram para a beira do mar para aproveitar o dia. Guarda-sol, cadeiras de praia, sol a pino e um lindo mar azul. Só faltava uma coisa: algo bem gelado para matar a sede.
Valdemar foi até o quiosque mais próximo e pediu bebidas para os dois meninos, para a dona patroa e para ele. Afinal de contas, estavam de férias!
- Quanto é tudo, moço? – Perguntou, já tirando uns trocos de dentro da sunga.
- Eu sou Zé Pedro, e o senhor? – Apresentou-se o dono da barraca.
- Meu nome é Valdemar.
- Valdemar, vocês vão ficar o dia todo na praia? Eu anoto tudinho aqui no caderno e você me paga no final. Tá bom assim?
- Bom demais! – Disse Valdemar, admirando o gesto de boas vindas.
Passaram um dia clássico de praia, em que nada havia faltado.
- Pai, posso comer um milho?
- Vá lá e pegue com Zé Pedro. Traga um para você e outro para sua mãe. Diga para anotar na nossa conta...
Quando o sol se despedia daquele dia perfeito, Valdemar foi até o quiosque para acertar a conta.
- Valdemar, quantos dias vocês pretendem ficar aqui no camping?
- Até a outra semana. Por quê?
- Faça assim: não pague nada agora não. Vá consumindo e me paga no final das férias. Assim, você não precisa estar carregado dinheiro.
Valdemar arregalou os olhos e, sorrindo, agradeceu aquele gesto de confiança e atendimento nota dez.