Comércio
Julho foi de queda na inadimplência com cheques
Publicada em 18/8/2010 - Redação Exclusivo On Line
Divulgação

Em julho de 2010, foram devolvidos, em todo o país, 1,74% de cheques por falta de fundos.
O Indicador Serasa Experian de Cheques Sem Fundos, realizado pela Serasa (São paulo/SP), apontou que, em julho de 2010, foram devolvidos, em todo o país, 1,74% de cheques por falta de fundos. De acordo com o estudo, este foi o menor índice verificado para o sétimo mês do ano, desde 2004, quando foram devolvidos 1,56% de cheques.
Na comparação entre períodos os acumulados, janeiro a julho 2010/2009, nota-se uma queda de 9,8% no número de cheques compensados, ao passo que os devolvidos por falta de fundos, recuaram 26,9%, 2,8 vezes mais rápido que o decréscimo em sua compensação. Esses números demonstram que há melhora na qualidade do cheque, com inadimplência regredindo muito mais que a queda em sua utilização.
De acordo com os indicadores, a inadimplência com cheques evolui na direção oposta ao verificado com cartões de crédito, financeiras e dívidas com bancos. O consistente recuo nos cheques devolvidos por falta de fundos se deve à preferência do consumidor por dívidas com prazos mais longos que o pré-datado, e que ofereçam a possibilidade de negociar a prestação devida. Com o endividamento em alta, crescendo acima da massa salarial, o consumidor procura alternativas que lhe proporcionem flexibilidade na amortização de suas dívidas.
Na perspectiva de curto prazo, os cheques devolvidos por falta de fundos devem continuar apresentando ligeiros recuos. Essa tendência pode ser alterada no último trimestre do ano, com a chegada do Dia das Crianças e do Natal, quando o consumidor acaba procurando diversas formas de parcelamento.
Estados e regiões
De janeiro a julho, o Amapá foi o estado com o maior percentual de cheques devolvidos (11,25%). São Paulo, por sua vez, foi o estado de menor percentual (1,41%). Entre as regiões, a Norte foi a com maior percentual de devolução de cheques nos sete primeiros meses do ano, com 4,15%. Na outra ponta do ranking está a Sudeste, com 1,52%.