Comércio
Otimismo do consumidor cresce pelo terceiro mês
Publicada em 6/8/2010 - Redação Exclusivo On Line

De acordo com a CNI, indicador que mede confiança para novas compras está em alta
O otimismo do brasileiro aumentou 1,8% em julho deste ano, no terceiro mês consecutivo de alta nas expectativas da população. A informação é do Índice Nacional de Expectativa do Consumidor (INEC), divulgado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) nesta sexta-feira (6 de agosto). O indicador registrou 116,8 pontos, acima da média histórica de 108,9 pontos. Esse é a segunda maior alta da série, iniciada em 2001, sendo inferior apenas ao número registrado em dezembro de 2009, quando atingiu 117,2 pontos. “Naquela época, dois fatores contribuíram para o índice ser o maior da série: as expectativas em relação ao novo ano e também a visão dos consumidores de que a crise financeira mundial, iniciada em 2008, havia sido superada”, explica o economista da CNI, Marcelo Azevedo. A ferramenta tem base fixa 100. Acima desse valor, a expectativa é positiva.
Dos seis indicadores analisados (expectativa de inflação, de desemprego, de renda pessoal, situação financeira, endividamento e compra de bens de maior valor), o de expectativa de desemprego foi o que apresentou elevação mais expressiva em relação ao mês anterior. O índice aumentou 4,4% na comparação com junho e ficou em 132,5 pontos. Isso significa que a maior parte dos brasileiros acredita que haverá redução no desemprego.
Outro destaque da pesquisa é o indicador de endividamento das famílias, que cresceu 3,1% em julho ante junho. Com esse crescimento, o índice atingiu o maior valor da série histórica, sinalizando que o endividamento é o menor para o consumidor desde 2001. Segundo Azevedo, “o endividamento chama a atenção porque tinha aumentado no início do ano, possivelmente pelo fim dos benefícios fiscais que provocou uma antecipação no consumo de automóveis e bens duráveis”. Na sua visão, “agora os consumidores devem estar ajustando seus fluxos de caixa, o que tem contribuído para a redução do endividamento.”
Os consumidores também acreditam que não haverá aumento na inflação. O indicador teve aumento de 1,3% em relação a junho. O otimismo em relação à renda pessoal cresceu 2,9% e à situação financeira, 0,8%. Apenas o índice de compras de bens de maior valor recuou 0,5% no período, registrando 111,1 pontos.