Elas passam longe dos eventos de moda, não compram peças de grifes famosas e muito menos seguem as tendências mais quentes da estação. Ao contrário, valorizam um estilo próprio de se vestir, buscam outros meios de conhecer as novidades do mundo fashion e dão maior atenção à qualidade dos produtos que consomem. Mais do que isso: estão dispostas a abrir a carteira com entusiasmo, desde que seus desejos fashionistas sejam atendidos no ponto-de-venda. Desta forma, as consumidoras da classe C - grupo cuja renda familiar mensal oscila entre R$ 570 e R$ 1,1 mil, de acordo com o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) - desenham um novo mapa de consumo no País e mostram que têm seu poder de compra em ascenção, proporcinado pela expansão do crédito observada nos últimos anos. Entre seus desejos mais comuns, estão calçados e acessórios, itens frequentemente valorizados em seus guarda-roupas.
Os números impressionam: de 2003 a 2008, a Fundação Getúlio Vargas estima que 20 milhões de pessoas tenham passado das classes D e E para a C. A expectativa é de quem 36 milhões de brasileiros ainda 'subam' para este grupo até o 2014. Mas como funciona a mente das mulheres deste segmento quando vão às lojas? Uma cuidadosa pesquisa da CO.R Inovação - empresa especializada em branding - mostra que elas possuem referências de moda bem distintas das consumidoras mais abastadas, buscando informações junto às amigas (28,2%), em salões de beleza (21,6%), revistas populares (20,7%) e na televisão (7,8%). A estética é rebuscada, com preferência por produtos que enalteçam o corpo e com informações de moda - até mesmo mais de uma - coordenadas. O estudo ainda mostra que combinar bolsa e sapato, algo condenado pelas 'fashionistas', é símbolo de elegância e mais: demonstra preocupação com a aparência.
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