Festejado no Brasil pela primeira vez em 1953, o Dia dos Pais - que neste ano será comemorado em 8 de agosto - tem conquistado, a cada ano, mais importância no calendário comemorativo do varejo. De acordo com Leonardo Lanzetta, sócio e diretor-executivo da DIA Comunicação (São Paulo/SP), a data é potencialmente significativa para o comércio. Ele garante que acreditar e investir em campanhas de marketing, além de ajudar a criar uma consciência coletiva em torno, permite aos lojistas obter lucros no período.
Leia também: 'Investir em ações para o Dia dos Pais pode fazer diferença' Para Lanzetta, o foco a ser dado para a data deve ser a emoção. Segundo ele, juntar este sentimento com alguma ação social, ou de caridade junto a instituições, também pode ser uma boa ideia. “É claro que a ambientação da loja e o material de campanha têm papel fundamental para potencializar este efeito”, frisa, destacando que tudo precisa ser feito com antecedência para que os resultados sejam de acordo com o esperado. Embora possa ser válida, em alguns casos, uma decoração masculinizada talvez não seja necessariamente o caminho a ser seguido.
De acordo com Steve Hevesi, diretor de planejamento da AnimusO2 (São Paulo/SP), consultoria especializada em 'shopper marketing', é necessário entender que quem vai fazer a compra não será o homem, mas a esposa e os filhos. “O importante é transmitir emoção, passar a mensagem do papel do pai na vida dos filhos e, dependendo do estabelecimento, dos produtos (ou serviços) que podem ser comprados para agradar o pai naquele dia”, afirma. A consultora Mônica Assis, da Ponto de Referência (Rio de Janeiro/ RJ), afirma que a escolha da decoração está associada ao tema ou a campanha escolhida por cada empresa. Segundo ela, fazer diferente é a dica principal. “Tenha sempre aquele produto que ninguém tem e coloque-o na vitrine. Isso ajuda bastante”, comenta.
VITRINES - As vitrines para alavancar as vendas por conta da data tem peso especial na hora das vendas. Lanzetta classifica a exposição como um "local de atração", e por isso deve ter elementos encantadores. “Nós sabemos, por pesquisas, que peças com algum tipo de movimento são de cinco a dez vezes mais notadas e podem gerar até cinco vezes mais vendas do que peças comuns”, cita. Segundo ele, fazer uma ambientação juntando a emoção com algum tipo de movimento pode trazer excelentes resultados.
“O indicado é não perder o foco e não trair o posicionamento estratégico da marca”, frisa Mônica. Conforme a consultora, quem quer atrair os clientes tradicionais tem que fazer com que as vitrines e a decoração interior da ponto-de-venda tenham a cara dos clientes que se quer atingir. “Provavelmente, os filhos só entrarão nas lojas que têm a cara de seus pais. Essa é a verdadeira lei da atração: não trair para atrair”, argumenta.
De acordo com Lanzetta, tanto no ramo de calçados, como na maioria dos outros ramos do varejo, a grande sacada para essa data é usar um - ou alguns - dos tantos recursos tecnológicos que estão disponíveis no mercado. Bons exemplos, citados por ele com o objetivo de encantar, informar e emocionar os clientes, são o 'Digital Signage', espécie de sinalização digital, com hologramas, projeções, telas interativas e realidade aumentada, entre outros. “Mas, ao utilizar esses recursos, vale tomar o cuidado de priorizar a mensagem, para que o meio não se torne mais importante do que ela”, diz, explicando, em outras palavras, que tão importante quanto ter uma ferramenta tecnológica é ter uma comunicação relevante.