Comércio
Mochilas infantis que carregam o mundo!
Publicada em 23/6/2010 - Silvia Kröff/Jornal Exclusivo
Daniel Silva/Divulgação

Peças, que merecem lugar especial no ponto-de-venda, não devem comprometer a saúde dos pequenos
Aprovada pelas novas gerações por sua utilidade e praticidade, as mochilas, desde os anos 60, também são item de moda. Nas escolas, seu estilo segue em alta, com a meninada querendo, como sempre, determinados modelos e marcas para fazer bonito nas aulas. Entre as crianças, a preferência recai sobre acessórios com estampas dos seus personagens favoritos. Já os adolescentes, preferem o apelo das grifes do momento. Modismos à parte, a escolha do artigo certo é fundamental para a saúde da coluna.
O médico ortopedista - e membro titular da Academia de Medicina de São Paulo - Fabio Ravaglia, observa que dados da Organização Mundial de Saúde (OMS) indicam que 85% das pessoas sentem dores nas costas decorrentes de problemas com peso e postura. “Essa dor pode ter origem na infância e na adolescência, relacionada ao tamanho exagerado da mochila, à maneira como se carrega e ao excesso de peso”, aponta.
Para Ravaglia, é importante que a mochila não possua muitas divisórias, evitando que a criança ou adolescente carregue objetos desnecessários. O uso de modelos que possuem duas alças também é importante - e ambas devem ser sempre utilizadas -, lembrando que elas devem ser acolchoadas, de preferência com enchimentos de silicone, e ajustadas de maneira que o acessório não fique abaixo da cintura. Outro ponto considerado importante pelo médico é a opção das peças com rodinhas. Na hora da compra, é preciso verificar se o ambiente da escola é de fácil acesso e se os artigos não irão se tornar uma dificuldade a mais. As rodas mais largas vão bem em diferentes terrenos e são mais fáceis para serem puxadas nas escadas. “No caso de mochilas com rodinhas, observar a altura da alça é importante. Ela não deve obrigar a criança e o adolescente a se abaixar enquanto a puxa”, observa Ravaglia, lembrando ainda que as bolsas de uso lateral não são recomendadas, pois não distribuem o peso pelos músculos e abdômen.
Vitrines criativas chamam a atenção dos pequenos
Esta turminha que atualmente tem uma agenda super atribulada, que consiste em sair pela manhã com os pais e só retornar à noite, necessita cada vez mais de mochilas inteligentes que comportem tudo o que precisam carregar: desde o material escolar, passando pelos apetrechos para natação, futebol e outros cursos. Com todas essas atividades, é importante o lojista aproveitar a oportunidade e expor mais as mochilas.
O consultor em visual merchandising e diretor da Ponto Zero Vitrines, Daniel Silva, aponta que na hora de expor os produtos na vitrine é necessário não esquecer desta informação, pois é fundamental saber o que e para quem o lojista está vendendo, pois do contrário estará anunciando qualquer coisa para qualquer um e, é claro, o resultado também pode ser qualquer retorno. Silva salienta que, se a loja não tiver manequins na vitrine, é interessante expor os produtos na altura dos olhos dos pequenos clientes. Portanto, a dica e não ultrapassar a altura de um metro (do piso externo ao produto exposto), pois acima desta, os artigos correm o risco de não serem vistos por quem de fato interessa.
“Para criar movimento na vitrine, pode-se usar, por exemplo, módulos expositores nas cores pink, para ressaltar bonés amarelos e mochilas verdes, criando um clima futurista e irreverente”, diz. Junto às mochilas, na altura dos olhos, pode-se colocar ainda tênis e meias combinando com o look proposto. Se a loja tem manequins infantis, Silva aponta que pode-se explorar as mochilas no corpo dos mesmos, bem da maneira como o público anda com elas na rua, com as alças caídas, por exemplo. “É hora de demonstrar os detalhes e de fora da vitrine o cliente deve ter visão de pelo menos metade do produto. Muitas vezes as mochilas têm detalhes no verso que são diferenciais, como saída para fones de ouvido, porta celular ou notebook”, explica.