Tendo em vista que o que todo lojista busca é o reconhecimento e a fixação de sua marca na memória dos consumidores, uma dúvida comum dos varejistas é se a pintura interna da loja deve estar relacionada a logomarca. Conforme o consultor Caio Camargo, gerente de Negócios da Gad’ Retail e autor do blog 'Falando de Varejo' (São Paulo/SP), a relação existente entre as tonalidades eleitas e as vendas é tida, principalmente, porque as cores funcionam como um componente de identidade e por isso, quando bem utilizadas, auxiliam na construção de uma imagem positiva e vendedora junto ao consumidor.
Leia também: 'Cores certas garantem o tom das vendas'Camargo diz que não há necessidade das cores do interior da loja terem que ser, obrigatoriamente, as mesmas da logomarca e da decoração já utlizadas. Segundo ele, durante muito tempo se pensava desta maneira, mas muitas empresas conseguiram criar bons resultados afastando o tom eleito pela loja do símbolo estampado na fachada. “Um dos melhores exemplos em aplicação no Brasil é o da rede Carrefour, que apesar das cores azul e vermelho de seu logotipo, adotou o verde como tom principal de sua comunicação, criando um ambiente de loja muito mais interessante e agradável ao consumidor”, cita.
Além disso, o consultor destaca que diversas empresas, principalmente supermercados, adotam cores para sinalizar seus departamentos, criando um verdadeiro arco-íris de soluções dentro da loja, o que quando bem utilizado, cria efeitos muito interessantes. Já a arquiteta Ana Paula Moloni Martinez, da DAS Arquitetura (Porto Alegre/RS) dende a ideia de que é necessário sempre usar, no interior da loja, as cores da logomarca principal. “Há sempre uma ligação direta da percepção do cliente no seu subconsciente”, comenta, lembrando a importância de se manter a identidade visual da marca.
Significados:Branco: é a união de todas as cores. Traz claridade e leveza para um ambiente. Seu uso excessivo pode tornar o espaço monótono e levar o cliente a dispersão. Além de funcionar como uma cor neutra, auxilia a ampliar ambientes pequenos.
Preto: deve ser utilizado como recurso para realçar outras cores. Pretos e cinzas auxiliam a disfarçar ambientes demasiadamente grandes.
Azul: traz serenidade, paciência, amabilidade, mas usado em excesso pode trazer efeitos colaterais em pessoas mais depressivas. Em tons claros, passam calma e tranqüilidade. Já os escuros inspiram sobriedade e confiança.
Verde: representa a esperança e o equilíbrio. Estimula o silêncio e pode ajudar a amenizar o stress no ambiente de trabalho, por exemplo. Sua gama, quando em tons claros, passam serenidade. Em tons vivos, denotam energia. Quando escuros, remete à sobriedade e natureza.
Vermelho: está associado às emoções e serve para despertar os sentidos. Seu excesso pode trazer agressividade, porém, quando usado em tons escuros, denota sofisticação.
Violeta: cor ligada à espiritualidade, por isso indicada para locais de meditação. Elas acalmam e aconchegam, mas, assim como o azul, pode contribuir para agravar estados depressivos. Já púrpuras e roxos podem tanto passar um ar de jovialidade, quanto sofisticação, principalmente em tons mais escuros.
Amarelo: ligado a criatividade, traz alegria e divertimento ao ambiente. Ajuda muito no raciocínio e na comunicação, sendo ideal para usar em escritórios, cantos de estudo, pois deixa as pessoas mais relaxadas e extrovertidas. Estes tons chamam a atenção, porém, cansam rapidamente a visão dos consumidores, afugentando-os.
Laranja: abre o apetite, já que atua diretamente no sistema digestivo. É muito aconchegante e estimula o senso de otimismo. Além de aguçar a criatividade, passa a sensação de modernidade aos consumidores.