Os cartões próprios, também chamados de 'private labels', proporcionam excelentes vantagens aos varejistas que os utilizam, segundo os especialistas ouvidos pelo Jornal Exclusivo. De acordo com o consultor, professor e palestrante em vendas, André Vinícius da Silva (Camburiú/ SC), o ofercecimento desta modalidade de pagamento pode ter grande impacto sobre o volume de vendas da loja. Segundo ele, grandes redes do varejo - como C&A, Renner e Marisa, entre outras - trazem esta opção aos clientes como forma de fidelizá-los.
Leia também: 'Private labels: benefícios na hora de controlar a inadimplência'“Com o cartão próprio eles facilitam a negoicação e oferecem parcelamento em até oito vezes sem juros (dependendo da loja). Dessa forma, o consumidor está propenso a gastar mais na empresa, visto que o valor de cada produto fica mínimo se for dividido em várias vezes”, argumenta. A partir disso, o comprador, que pode ter ido apenas comprar um par de sapatos, já aproveita e leva cinto, carteira e meia com uma parcela que cabe no seu bolso.
Conforme Silva, diversas maneiras de trabalhar com os cartões próprios podem ajudar os lojistas a fidelizar seus clientes. Segundo ele, existem casos em que o cliente apresenta o plástico e ganha um desconto na compra. Além disso, existem as situações em que ele ganha pontos para um clube de relacionamentos e os troca por prêmios ou descontos. Ou ainda, quando os cartões permitem que o cliente parcele a compra em determinado número de vezes sem juros. Existem ainda opções que incorporam todas estas características.
O primeiro para a implementação dos 'private labels' é desenvolver um plano de ação. De acordo com Silva, não adianta fazer cartões sem um planejamento consciente. “Um estudo prévio avaliando a ação de forma global evita riscos e perdas”, aconselha. O consultor afirma que não há necessidade de grandes mudanças em função da implementação do serviço. Porém, segundo ele, o ideal é que um profissional ou uma equipe (depende do tamanho da loja) possa trabalhar focado neste projeto, divulgando o serviço aos clientes e mostrando a eles as suas vantagens. “É importante que a estratégia esteja montada e os colaboradores treinados. Folders, folhetos, publicidade em jornais e rádios da região, banners, outdoors, mala direta e publicidade boca-a-boca são excelentes meios de informação aos consumidores”, comenta.
“Os cartões próprios não são garantia de ausência de inadimplência”, afirma o especialista. Segundo ele, o risco que se corre com relação a esse problema, quando os cartões próprios não são vinculados às operadoras de crédito, é semelhante ao do carnê. “Se o cliente ficar desempregado ou por qualquer outro motivo resolver não pagar, não há muito o que fazer”, completa. Para ele, as únicas formas de reduzir a inadimplência com o auxílio dos plásticos são através de um levantamento minuncioso do histórico do cliente antes de vender parcelado.
Além disso, oferecer um bônus para quem antecipa o pagamento da parcela, ou mesmo vinculá-lo com um sistema de pontos, podem ser boas formas de incentivo aos clientes. “Neste modelo de negócio, o valor pago na fatura gera pontos para trocar por produtos disponíveis no catálogo do clube de relacionamentos, por exemplo. Essa é uma boa maneira de disponibilzar aqueles produtos que não foram vendidos”, comenta. Outra opção é a utilização das bandeira de grandes operadoras (como Mastercard, Visa e Diners), que acabam assumindo o risco das dívidas para os lojistas.
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