Em 2008, o varejo on line no Brasil movimentou R$ 8,2 bilhões, segundo dados da consultoria e-bit, que aponta também a existência de 13,2 milhões de e-consumidores no País. A tendência era de que 2009 fechasse com vendas em torno dos R$ 10,5 bilhões (dado ainda não confirmado). O crescimento do comércio eletrônico é inegável e as oportunidades que surgem são infinitas. A tendência, de acordo com os especialistas, é que essa ascensão continue. “Nossa projeção é de um crescimento médio de 30% ao ano para os próximos três anos”, sublinha o professor de Comércio Eletrônico na Universidade Mackenzie e editor dos sites www.e-commerce.org.br e www. abc-commerce.com.br, Dailton Felipini (São Paulo/SP).
Leia também: 'Calçados conquistam espaço no varejo online'Diante de tantos números incentivadores, muitos lojistas se perguntam por onde começar para entrar na rede. Para isso, Felipini explica que é preciso conhecer muito bem o funcionamento do novo canal de comercialização. O porte do ponto-de-venda físico também não é um fator determinante para o sucesso ou fracasso na web. “Qualquer loja pode vender bem na internet, independente de seu porte”, afirma Felipini.
Para o diretor de Negócios e Produtos do Lojista Online, empresa especializada em serviços de Comércio Eletrônico, Rodrigo Souto Vasconcellos (Brasília/DF), primeiramente é preciso compreender que o comércio eletrônico já é uma realidade no Brasil e, mais cedo ou mais tarde, o empresário estará atuando neste tipo de transação, direta ou indiretamente. Em segundo lugar, ele aponta que deve- se ter claramente a noção que se deseja unicamente expor seus produtos na rede e realizar a venda com o cliente por vias tradicionais, que não seja a on line, ou já partir para o comércio eletrônico em si. “Se o lojista já dispõe de uma estrutura de entrega, ele parte então não só para a exposição de sua marca e produtos, mas permite que seu cliente solicite e pague pelo produto no meio on line”, afirma.
OPERAÇÃO - Definidas essas questões, é hora de partir para a parte operacional. Há dois caminhos, segundo Vasconcellos. Um deles é o lojista partir para a estruturação completa de sua loja virtual. Precisará, para isso, contratar uma empresa especializada capaz de, além de cuidar “do visual” da loja, dispor de todo o ferramental para expor os produtos, permitir a compra, integrar meios de pagamentos, gerenciar pedidos, etc. Este é o caminho mais caro. Uma outra alternativa é o empresário procurar empresas especializadas no mercado capazes de oferecer todos esses insumos já prontos ao cliente, bastando, no máximo, customizá-los para atender peculiaridades do novo empreendedor virtual. “Os custos aqui são mais acessíveis e podem ser diluídos na forma de mensalidades. O prazo também impressiona. Dependendo do projeto, em três dias é possível estar com a loja on line operando”, sublinha.
Dez motivos para montar uma loja na internet1 - Funcionamento 24 horas
2 - Vendas sem fronteiras
3 - Comodidade do consumidor
4 - Acompanhamento das vendas
5 - Múltiplos estoques
6 - Flexibilidade promocional
7 - Igualdade de competição
8 - O custo de uma loja virtual é menor do que uma loja física
9 - Monitoramento do consumidor
10 - Avanço das vendas on line nos últimos anos
Fonte: www.comercioeletronico.blog.br