É especialmente neste período do ano - época de presentes, de confraternização e de 13º salário - que as pessoas tendem a gastar mais. Por isso, é importante que o lojista tome algumas precauções para concessão de crédito. Entre elas está a solicitação de documentos pessoais como RG, CPF, comprovante de residência, contracheque dos últimos três meses e carteira de trabalho, entre outros. Também é importante confirmar dados através de um telefone fixo sobre residência, emprego e referência, além de consultar serviços de proteção ao crédtio como SPC e Serasa. Manter o cadastro de clientes antigos sempre atualizado é outra dica importante.
Leia também: 'Parcelar ou não?'Em relação aos riscos de inadimplência, a economista pós-graduada em Gestão de Empresas, Sistema de Gestão da Qualidade e Finanças Corporativas, Fátima Rosado (Rio de Janeiro/RJ) Fátima Rosado cita os cartões de crédito e débito como sendo as opções mais seguras. “Apesar das taxas cobradas pelas administradoras, eles representam uma garantia de recebimento dos valores e aumento nas vendas", comenta.
Para o economista e consultor do Sebrae/PR, Cristovam Dias Júnior, hoje existem várias formas de pagamento - como cartão de crédito, cheques pré-datados, crediário próprio através de carnês ou boleto bancário- , porém, é fundamental lembrar sempre que, para conceder crédito, é necessário uma boa análise. “O que o empresário precisa sempre lembrar é que vender a prazo é fazer uma operação de crédito, pois no pequeno comércio e também no comércio de pequenas cidades usualmente são feitos através de cadernetas, anotações em cadernos, fichas e outros. Quando acontece a inadimplência, muitas vezes o empresário não tem nem o endereço do devedor. Este tipo de situação acontece frequentemente e é inadmissível para qualquer empresa”, argumenta.
De acordo com o especialista em varejo, a inadimplência é uma realidade, por isto a melhor forma de vender a prazo é vender com qualidade de crédito. "Caso haja inadimplência, o melhor caminho é ter um processo de cobrança na empresa. O ultimo caminho é registrar este cliente em algum serviço de proteção, pois ele é um devedor hoje, mas pode ser um possível comprador no futuro, principalmente porque ele já é um cliente de sua empresa", completa.
Dicas- Fazer uma previsão do fluxo de caixa, com controle dos recebimentos, planejamento das compras e seus prazos junto aos fornecedores.
- Programar seus pagamentos nas datas em que as operadoras de cartão farão os repasses ajuda na gestão financeira.
- Cartões de crédito oferecem pagamento sem juros em até 3 ou 4 vezes, desde que a fatura seja paga no vencimento, por isso são uma boa opção para os clientes
- O financiamento através dos cheques pré-datados são uma boa opção para o lojista, porém, são incertos quanto ao recebimento.
- Existe uma diferença importante na prática do preço à vista e parcelado e nesta modalidade a aplicação dos juros é de acordo com o número de parcelas. Ou seja, quanto maior o prazo para pagamento disponibilizado aos clientes, maior será a taxa de juros aplicada.
- Para definir os juros a serem cobrados do cliente normalmente se leva em consideração os juros praticados no mercado, os que os fornecedores estão cobrando da empresa, e os que estão pagando para financiar as vendas a prazo. O empresário deve sempre lembrar que o preço à vista traz a margem de lucro desejada/possível do negócio. Quando vende a prazo em parcelas, deve proteger este lucro e esta proteção são os juros. Sendo assim, não se vende a prazo sem cobrar juros, pois poderá estar comprometendo a saúde financeira de sua empresa.
- Caso haja inadimplência o melhor caminho é ter um processo de cobrança na empresa. O ultimo caminho é registrar este cliente em algum serviço de proteção.