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Sábado, 4 de Fevereiro de 2012
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Moda, Consumo e Mercado

Atualizado por Sônia Elbachá é consultora nas áreas de pesquisa de tendências, desenvolvimento de produto e gestão de marcas de moda. já atuou em indústrias dos segmentos de calçados e acessórios.

Qual a importância do lojista conhecer os tempos da moda?

Publicada em 9/12/2010 por Sônia Elbachá (0 comentários | comente)



A jornalista Lia Nara Bau me fez esta pergunta em uma entrevista recente para o Jornal Exclusivo. Respondi que acredito ser fundamental para os lojistas, conhecer os movimentos das modas, as transformações nos desejos de consumo e os impactos das tendências mundiais sobre os diversos públicos, analisando-se os tempos de absorção das novas modas em cada mercado de atuação.

Costumo analisar que muitos movimentos e transformações na aparência, nos modos e no design dos produtos variam para cada mercado de acordo com o tempo, a intensidade e a penetração das novas informações entre os públicos de referência e os influenciadores de cada região ou segmentos de mercado. Vale observar, no entanto, que na era digital e da comunicação em rede, as informações, os novos desejos de consumo e as novas modas se propagam muito velozmente.
No segmento de calçados, por exemplo, observa-se que a adoção de novas cores tende a ocorrer de forma mais simultânea entre os diferentes mercados (geográfico, sócio-econômico ou psicográficos), as novas texturas e materiais se difundem um pouco mais lentamente e já as rupturas ou mudanças mais significativas nas formas dos produtos e nos novos modos de consumo tendem a ser propagadas de forma mais gradual, a partir dos públicos mais jovens, mais informados e mais cosmopolitas.

Diante de tais movimentos constantes, o Planejamento Estratégico de Coleção e o consequente planejamento de compras subdividido em coleções periódicas (trimestral, bimestral, mensal ou quinzenal), tornou-se requisito fundamental para o varejo de calçados. É claro que o planejamento estratégico de coleção e a gestão de compras não contemplam apenas a compra de novos produtos com ciclos de vida curtos, mas sim, a formulação de um mix estratégico que contemple produtos de novidade ou "fashion" (ciclo de vida curto), produtos inovadores ou "vanguarda" (ciclos de vida longo em fase inicial), produtos contemporâneos (ciclo de vida médio ou longo em fase de crescimento) e produtos básicos (ciclo de vida longo em fase de maturidade). Por isso, os gestores de compras devem estar atentos para a gestão dos estoques e o dimensionamento do orçamento para as reposições de produtos de ciclo de vida mais longo, em equilíbrio com as compras dos produtos de novidade.


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Homens casuais provocam crescimento de marcas e produtos casuais!

Publicada em 15/10/2010 por Sônia Elbachá (0 comentários | comente)



Uma imagem de casualidade está predominando nos cenários urbanos das principais metrópoles do mundo. Muitos movimentos semelhantes também podem ser percebidos nas grandes capitais brasileiras, como São Paulo e Rio de Janeiro, assim como, nas cidades de Nova York, Londres, Paris e Berlim.

Os homens casuais, informais e descontraídos estão transitando livremente entre variados estilos: mais sedutores (uma imagem de casualidade sedutora ou de descontração produzida!), mais naturais e suaves, ou também, mais discretos, básicos e sutilmente elegantes.

Para atender a esses movimentos no comportamento masculino, os calçados predominantes variam entre formas esportivas derivadas dos tênis casuais e urbanos, dentre os quais destacam-se as estruturas de solas caixas, os joggings clássicos (neutros ou coloridos) e a novidade dos “Brown shoes”. No entanto, é importante observar o crescimento significativo dos sapatos casuais em couros naturais, suaves, camurçados ou iluminados, principalmente, em modelagens de amarrar com três peças básicas. Os calçados casuais com sola crepe, com costuras ponteadas, assim como, os abotinados com solados mais fortes, também apontam com tendência de crescimento para o próximo inverno 2011.

O fenômeno da marca americana Abercrombie e o sucesso dos reposicionamentos das marcas Reebok, Nike, Tommy Hilfiger e Lacost, nas principais metrópoles do mundo, exemplificam a predominância dos movimentos de casualidade, vigor e espírito jovem, nas modas e nos modos masculinos.


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Cenários da Moda Verão 2010/11

Publicada em 26/6/2010 por Sônia Elbachá (0 comentários | comente)



Os movimentos da Moda para o Verão 2010/11 apontam para duas importantes direções: de um lado, um cenário de ousadia, criatividade, ludicidade e estéticas surpreendentes e, do outro, um contexto de suavidade, naturalidade, casualidade e sutileza. Diante desses cenários, os comportamentos femininos transitam entre a sedução, a irreverência e o consumo autoral, até a descontração, a naturalidade e o consumo emocional.

Nos calçados femininos, observa-se a predominância das meia-patas, dos saltos altíssimos, dos bicos fortes em vários formatos (redondos, tipo “navio”, quadrados e ovalados) e das anabelas sedutoras e criativas. Complementarmente, também estarão evidentes os produtos rasteiros, sutis e descontraídos, sejam eles sandálias, assandalhados, peep-toes, open boots ou sapatilhas. Os clogs, com bico aberto ou fechado, aparecem como uma das grandes novidades da estação.

Os tons naturais e calmos, como pele, off white, natural, acerola, lilás e ouro light, proporcionam suavidade e naturalidade aos produtos. Já as interferências de coloridos intensos, alegres, ousados e lúdicos, aplicados em detalhes criativos, apontam como uma das fortes tendências desta e da próxima estação. Nos materiais, as transparências do vinil, o brilho neon, os metalizados foscos, as texturas répteis, os pêlos, os couros aveludados e opacos, a madeira e o algodão cru são aplicados nos variados tipos de produtos que estarão entre os pés e os olhares femininos na próxima temporada!


Sônia Elbachá – consultora e gestora da empresa Sônia Elbachá Marketing e Moda; atua nas áreas de pesquisa de moda, planejamento estratégico de produto e gestão de marcas de moda, com trabalhos em algumas das importantes indústrias do setor calçadista nacional; foi coordenadora dos cursos de graduação tecnológica em Design e Gestão de Moda, na Universidade Salvador - BA (2001/2007) e do bacharelado em Negócios da Moda, na Universidade Anhembi Morumbi - S.P. (2007/2008); é mestranda em Administração Estratégica e bacharel em Administração de Empresas. Contato: sonia@soniaelbacha.com.br. www.soniaelbacha.com.br


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Os movimentos de resgate da originalidade e dos clássicos

Publicada em 7/5/2010 por Sônia Elbachá (0 comentários | comente)



Este é um momento para as marcas que têm "estórias" ou "história"?

Nunca vimos tantos resgates e referências às origens, ao tempo histórico e aos produtos clássicos de diversas marcas mundiais, nas mais variadas categorias de produtos, seja no vestuário, nos acessórios, na indústria automobilística, na gastronomia, na indústria de alimentos, dentre outras. É claro, este não é um modismo ou um movimento superficial promovido pelas grandes corporações. O mundo clama por equilíbrio, emoção, encontro e resgate de valores!

As crises financeiras, políticas e ambientais que ecoaram em todo o mundo são conseqüências da velocidade e intensidade do capitalismo global e do imediatismo impregnado nas pessoas, nas sociedades e nas economias mundiais. Assim, assistimos aos impactos do mundo sobre as modas e, conseqüentemente, aos impactos da Moda sobre o mundo e sobre os modos dos indivíduos.

Como empresários, gestores de marcas ou designers de produtos, devemos nos perguntar: tenho valores e origens a resgatar? Tenho historia para contar? Construí essências que possam agora ser naturalmente reveladas? Particularmente, acredito que este não é um momento para inventar estórias de produtos ou de originalidade de marca. É tempo de resgatar histórias ou de construir novos valores, mais emocionais, mais criativos, mais sensíveis e mais duradouros.


Para contato: sonia@soniaelbacha.com.br.
www.soniaelbacha.com.br

* Sônia Elbachá é consultora e gestora da Sônia Elabchá Marketing e Moda e desenvolve trabalhos em algumas das importantes indústrias do setor calçadista nacional. Foi coordenadora dos cursos de Gestão e Design de Moda, na Universidade Salvador/BA e do Bacharelado em Negócios da Moda, na Univerisdade Anhembi Morumbi/S.P. É professora da pós-graduação em Moda, Artes e Contemporaneidade, na Universidade Salvador/UNIFACS.


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Por que pesquisar ou estudar a Moda?

Publicada em 20/4/2010 por Sônia Elbachá (0 comentários | comente)



A relevância da moda nas sociedades contemporâneas é amplamente percebida se analisada sob diversos aspectos: seja pela sua dimensão econômica; pelo seu caráter histórico; pela sua configuração como um sistema de comunicação; por servir de fundamento para o desenvolvimento de diversos produtos; pela sua profunda relação com o consumo contemporâneo e com as mídias; pela sua íntima relação com a arte e como forma de expressão artística; pela dimensão psicológica e antropológica do fenômeno; e, principalmente, pela sua caracterização como dispositivo social hegemônico nas sociedades de consumo.

No mundo globalizado e nas economias sem fronteiras, o sistema da moda tem servido como fundamento para a concepção, o desenvolvimento e o reposicionamento de produtos, marcas e negócios, nos mais diversos segmentos de mercado e setores industriais: a exemplo da indústria de celulares, cosméticos, eletrônicos, automóveis e, claro, no setor coureiro-calçadista! Aí estão alguns dos fatores que se tornaram motivadores para a ampliação do número de pesquisas e estudos aprofundados sobre a moda, em diversas áreas, seja na economia, no marketing, na administração, no design, além da filosofia, da sociologia, da antropologia e da comunicação.

É preciso, hoje, pesquisar a Moda (as modas) muito além das vitrines da Europa, para compreender os diversos fatores motivadores e propagadores do consumo e dos modos que irão impactar os públicos-alvos de cada marca. Só assim, será possível ampliar a consistência e o sucesso no planejamento estratégico de produtos e na gestão de marcas de moda.


contato: sonia@soniaelbacha.com.br

www.soniaelbacha.com.br


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Verão 2010: fosco ou brilho nos calçados femininos?

Publicada em 27/8/2009 por Sônia Elbachá (2 comentários | comente)



Após um longo período de valorização dos materiais brilhantes e luminosos nos calçados femininos, expressando sensualidade, delicadeza e elegância, as próximas estações realçam a beleza feminina de forma mais exótica e natural. Nesse sentido, os materiais envernizados e espelhados estão sendo substituídos ou combinados aos materiais naturais, foscos, aveludados e texturizados, a exemplo dos couros com acabamentos transparentes, da camurça, dos metalizados sem brilho, das tramas naturais e das texturas de répteis. Essas transformações revelam novos conceitos de luxo, sedução e beleza: mais exóticos ou descontraídos.

Os materiais foscos e as texturas naturais, geralmente em tons queimados ou terrosos, dão um significado étnico e sedutor aos calçados do próximo verão e apresentam inúmeras referências ao continente africano, que é sede da próxima copa do mundo e grande foco de atenção no cenário geopolítico e nas ações sociais de diversas celebridades!


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Comportamentos femininos X Moda Verão 2009-10

Publicada em 29/6/2009 por Sônia Elbachá (0 comentários | comente)



Que tal falarmos sobre o cenário da moda, olhando um pouco mais para os movimentos nos comportamentos femininos?

Observamos que as mulheres estão cada vez mais dinâmicas, versáteis e conectadas com o mundo, com diferentes culturas, com o meio-ambiente e consigo próprias. Mas, principalmente, percebemos que a expressão feminina está incorporada de mais força e poder. Você concorda?

Em nossas observações, principalmente nos grandes centros urbanos, verificamos que a maioria das mulheres está expressando sua beleza e suas estratégias de sedução de forma mais irreverente, forte e exótica. Nesse sentido, estão emergindo estilos mais lúdicos, menos delicados, mais descolados e descontraídos e, também, mais exóticos e ricos de referências étnicas. Por outro lado, a busca do bem-estar, da saúde e do conforto também é grande foco de atenção das mulheres contemporâneas e está permeando as suas escolhas de produtos, nas mais diversas situações e momentos de uso.

Nesse sentido, o cenário da moda para o Verão 2009/10 apresenta multiplicidades próprias de um mundo interconectado e em constantes transformações. Porém, a próxima estação marca uma fase de modificações mais explícitas nos produtos e nas matérias-primas, já que a origem dessas mudanças também são mais evidentes no comportamento feminino e nos cenários geopolítico e social.

Falaremos sobre essas diferentes formas de expressão feminina e sobre as tendências nos materiais e nos produtos para o verão 2009/10, após suas primeiras opiniões e contribuições sobre esses movimentos no comportamento feminino e seus impactos na moda. Participe deste nosso debate... nos encontraremos nos próximos dias!


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A comunicação visual nos produtos e marcas de moda!

Publicada em 15/5/2009 por Sônia Elbachá (0 comentários | comente)



Vivemos a era da imagem, portanto, da linguagem visual ou não-verbal. No entanto, a maioria de nós, adultos alfabetizados no século XX, não foi estimulada para este tipo de linguagem e por isso nós não ampliamos nosso conhecimento sobre o alfabeto visual.

Por outro lado, trabalhar com a moda, o varejo de calçados e o desenvolvimento de produtos significa, essencialmente, trabalhar com imagens e com o consumo de bens simbólicos. Hoje, consumir significa muito mais que adquirir produtos e suas funções técnicas: as pessoas adquirem imagens idealizadas, sonhos, projeções, facilidades, praticidades e, até mesmo, um “ticket” para ingressar em seus grupos de referência.

Diante desse contexto, para vender melhor e desenvolver negócios e marcas duradouras, os gestores do varejo, os designers de produto e os profissionais de marketing de moda necessitam construir imagens dos seus produtos e das suas marcas que sejam capazes de sensibilizar, atrair, comunicar conceitos, envolver e conquistar afetivamente os consumidores. Isso significa que: os produtos, o ambiente da loja, as vitrines, a comunicação publicitária, as embalagens e vários outros componentes do negócio são elementos visuais e estéticos que, de forma integrada, irão constituir a imagem da marca. Portanto, todos esses elementos precisam promover mensagens relacionadas ao conceito da marca e devem propiciar leituras rápidas e experiências emocionais significativas para cada consumidor.

As percepções sobre marcas e produtos, no entanto, tendem a variar no decorrer do tempo e de acordo com as culturas e os contextos nos quais estão inseridos. Por isso, alguns produtos, em determinadas regiões ou ambientes sociais, são percebidos como atuais, noutros, o mesmo produto é percebido como vanguarda e, noutros, como saturado. O mesmo acontece com as percepções sobre o belo e o feio.


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A crise financeira gera estagnação ou transformação, no consumo dos bens de moda?

Publicada em 6/5/2009 por Sônia Elbachá (0 comentários | comente)



Se pensarmos que a moda é um dispositivo social que possibilita a expressão humana, a integração das pessoas em seus grupos de referência, a diferenciação e a sedução, nós podemos perceber que o consumo da moda não é restrito ao luxo e ao supérfulo. Alertamos que os aspectos psicológicos e sociais do consumo de moda devem sempre ser levados em conta, na hora de planejar e projetar os produtos na indústria, assim como, no momento do planejamento de compras pelo varejo.

Como exemplo, observamos a redução dos preços médios dos produtos em diversos setores: é importante perceber que o consumidor deste atual contexto não está procurando apenas produtos baratos! O principal fator motivador de tais compras origina-se no desejo de possuir produtos que possibilitem maior conforto, a elevação da auto-estima e a sensação de atualidade, tudo isso, a preços que transmitam aos consumidores a percepção de oportunidade da compra.

No setor calçadista, especificamente, vemos as sapatilhas e diversos outros produtos desenvolvidos com materiais alternativos, lúdicos, coloridos, irreverentes ou étnicos, sinalizando forte desempenho de venda. Nesses casos, a soma da novidade, da atualidade, da diferenciação e dos preços atrativos dos produtos (em função do menor custo das matérias-primas) representa uma equação bastante equilibrada.

Outro exemplo notável é o consumo das botas, especificamente nos últimos dias e notadamente nas regiões Sul, Sudeste e poucos estados do Nordeste. Frente aos primeiros sinais de redução das temperaturas, observamos através dos shoppings e das ruas de São Paulo e Porto Alegre, que não foi necessariamente o frio que gerou a necessidade do consumo das botas para proteção das mulheres. Basta olharmos para os shorts, camisetas, bermudas e vestidos combinados às botas montaria, country e botas de salto com cano longo ou cano curto, para percebermos que são os desejos de atualidade, de renovação visual, de jovialidade, de poder e de sedução que estão pautando o consumo desses bens.

Dessa forma, vitrines estagnadas, coleções sem renovação, liquidações de produtos antigos ou oferta de produtos "baratos"(simplesmente econômicos), não são condições suficientes e competitivas para enfrentar o atual contexto de crise financeira. Em cenários semelhantes, é importante observarmos que a moda não ficou estática (ela é eminentemente dinâmica!), sendo que tais contextos são geradores de mudanças no comportamento de consumo e também na moda: mudam as escolhas, as percepções estéticas e através da moda torna-se possível fazermos leituras políticas, sociais e culturais.

Aos empresários que pertencem ao dinâmico sistema da moda, é fundamental ampliar o olhar, perceber as oportunidades e, principalmente, buscar a diferenciação em suas estratégias.


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O Homem e a Moda: tendências para o Verão 2009-10

Publicada em 30/3/2009 por Sônia Elbachá (2 comentários | comente)



Ao longo desta e das próximas estações, deveremos observar alguns movimentos em direção à descontração masculina, decorrentes das novas relações do homem com a beleza, a sedução e a vaidade: menos exacerbação da aparência, menos ornamentação, menos ostentação e mais naturalidade.

As formas de expressão da beleza e da vaidade masculina estão ficando menos estruturadas, menos adornadas, ou seja, mais simplificadas. As rupturas dos paradigmas do poder e da volatilidade, observadas ao longo dos últimos meses, apontaram para a necessidade de revisão de vários conceitos econômicos, políticos, mercadológicos, sociais e para o resgate de valores básicos. A busca de mais essência, consistência, segurança, preservação e simplificação parecem nortear algumas mentes e os modos dos homens, ao redor do planeta.

No contexto da Moda, em Nova York, São Paulo e outras grandes metrópoles, percebemos a casualidade, a descontração e a naturalidade, acompanhadas de uma elegância sutil, predominando nos produtos e coleções de diversas marcas masculinas. Durante pesquisa em Nova York, foi possível observá-las também nos modos das pessoas pelas ruas, no atendimento e ambiente das lojas, nas pessoas circulando nas universidades, bibliotecas, mercados livres e restaurantes.

Nos produtos para o Verão 2009-10, tal casualidade e naturalidade tanto são expressas através de formas urbanas quanto “resort” ou náutica. Alguns exemplos observados nos calçados e vestuário são: ampliação do uso de tecidos naturais; predominância dos coloridos aquecidos e dos tons arenosos, naturais e terrosos; uso de materiais reciclados ou ecologicamente corretos; aplicação de solados em tons claros ou brancos, em diversos calçados casuais, esportivos, dress e estilo “sider”; e ênfase nos couros foscos, camurçados, aveludados ou com escovações naturais.


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